CIHDOTT do HUM acompanha legislação e passa a se chamar e-DOT
A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Universitário (HUM), acompanhando as principais mudanças e aprimoramentos no Sistema Nacional de Transplantes (SNT), passa a se chamar Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT). A mudança, veio por meio da portaria GM/MS 8.041 de 25 de setembro de 2025 e representa uma nova era nas doações e transplantes em todo o País, instituindo mudanças na humanização e na gestão em saúde.
De acordo com a coordenadora da e-DOT, Rosane Almeida de Freitas, as mudanças implementadas e exigidas na nova resolução já eram praticadas pela antiga CIHDOTT do HUM desde 2016, quando a Comissão foi instituída como serviço. “Além das exigências legais, nossa equipe já atuava de forma interdisciplinar, com profissionais capacitados e focados no que mais importa: o acolhimento e a assistência humanizada”, ponderou.
As exigências da portaria 8.041/2025 (já seguidas anteriormente pela atual e-DOT) são a humanização em primeiro lugar (acolhimento e assistência humanizada aos potenciais doadores e familiares); busca ativa rigorosa (monitoramento obrigatório de pacientes com avaliação de escala de coma de Glasgow < 8); comunicação imediata e acompanhamento dos casos de morte encefálica; atuação direta nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Pronto Atendimento (PA), junto à equipe de assistência na manutenção do potencial doador de órgãos; notificação e avaliação de todos os pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR); entrevista familiar para doação de órgãos e tecidos para transplantes e participação em congressos científicos e acadêmicos da área.
Principais mudanças
Segundo Rosane, a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT) deve ampliar a segurança, a transparência e a agilidade em todas as etapas do processo de doação e transplantes de órgãos e tecidos. “Há uma grande preocupação no que se refere à transformação digital completa, para monitorar órgãos e tecidos em tempo real”, completou. O reforço no acolhimento prévio e esclarecimento dos familiares de potenciais doadores também é foco principal e busca diminuir os altos índices de recusa no Brasil, além do acompanhamento de pacientes em todas as fases do transplante (pré, trans e pós-transplante), também é uma exigência da norma.
A e-DOT do HUM faz parte de uma das 67 equipes hospitalares de Doação para Transplantes, atua em consonância com a Organização de Procura de Órgãos da Macrorregião Noroeste, da 15ª Regional de Saúde, vinculadas ao Sistema Estadual de Transplantes do Paraná. A equipe trabalha ativamente na identificação e avaliação de pacientes neurocríticos com risco de evolução para morte encefálica (ME) ou evolução para parada cardiorrespiratória (PCR).
HUM: taxa de recusa familiar três vezes menor do que a média nacional
Em 2025, 86% das famílias entrevistadas no HUM autorizaram a doação de tecidos, com um índice de recusa familiar de 14%, três vezes menor do que a média nacional. O Paraná segue entre os estados de destaque no cenário nacional com 33% de taxa de recusa familiar, enquanto a média nacional, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), é de 45%.
Reportagem: Willian Fusaro
Disponível no site de Notícias da UEM.

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