Professor da UEM realiza exame ultrassom por realidade aumentada, do Rio Amazonas

 


O professor do Departamento de Medicina (DMD) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Carlos Edmundo Rodrigues Fontes realizou, neste sábado (23), um exame de ultrassom abdominal feito por realidade aumentada em dois pacientes, direto de uma comunidade no Rio Amazonas. O exame foi transmitido para 20 estudantes do Mestrado Profissional em Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência (Profurg), no Laboratório de Técnica Operacional (Bloco S08), e representa um importante avanço na telemedicina brasileira.

A atividade foi feita durante uma missão que o professor integrou na Região Amazônica, na comunidade Rio Abacaxis, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba, no Amazonas. As duas comunidades são formadas por populações ribeirinhas e indígenas. A intenção do teste, que foi um sucesso, foi avaliar a transmissão de exames por realidade aumentada a especialistas, o que representa um ganho de tempo em diagnóstico, principalmente para populações que estão distantes de grandes centros e, em razão disso, têm dificuldades para tratamento e acompanhamento com especialistas.



O primeiro exame foi feito em um homem de 35 anos e o segundo, em uma mulher de 19 anos. O procedimento foi acompanhado pelos professores do Profurg Luciano de Andrade, Sunderland Gurgel e Leandro Otani, os quais acompanharam todo o processo por meio de computadores e telefone celular, em comunicação direta com Carlos Edmundo. “(O primeiro exame) foi um ultrassom abdominal para identificação principalmente de cálculo renal e vias urinárias. Já no segundo, identificamos uma metrorragia. Ela possivelmente está com um mioma uterino e vai precisar de exames diagnósticos mais avançados a partir de agora”, ponderou Otani. 

O professor Carlos Edmundo ressaltou o sucesso do teste e o ganho que a Universidade terá com as próximas oportunidades. “Sempre digo que isso aqui deveria ser feito por todos que estão estudando e se capacitando para o exercício da Medicina, que é devolver à sociedade o que recebemos em investimento e estudo. A demanda aqui é intensa, são muitas pessoas precisando de atendimento, muitas vezes em casos agudos e que necessitam de intervenção rápida”, avaliou.



O reitor da UEM, Leandro Vanalli, acompanhou o teste e ressaltou a importância da ação na formação dos estudantes e, também, na reputação da Universidade. “Este mestrado profissional, ao contrário da tendência preponderante na pós-graduação, está crescendo em procura e importância. No dia de hoje, ressaltamos a necessidade de levar saúde aos que mais precisam e muitas vezes não têm acesso”.



Investimento em tecnologia

No ano passado, em fevereiro, o professor Carlos Edmundo realizou outra atividade de exame ultrassom a distância, mas com simuladores. Na ocasião, o professor estava em uma viagem a Granada, na Espanha, e realizou o exame com auxílio de profissionais que estiveram no Departamento de Medicina da UEM para a transmissão do exame.

Segundo o professor Luciano de Andrade, a oportunidade veio, também, para colocar à prova a inovação tecnológica, que é um dos objetivos do programa de pós-graduação da UEM. “Nós, a partir desse exame, que foi um teste bem sucedido, conseguimos avaliar pontos de acerto e outros que ainda necessitam de correção. Uma questão importante é o treinamento para os profissionais da ponta, ou seja, os médicos clínicos gerais que estarão realizando os exames nas localidades. Isso faz toda a diferença na comunicação com o especialista, na outra ponta”.

Reportagem: Willian Fusaro
Disponível no site de Notícias da UEM.

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